Aqui jaz minha mulher que partiu para o Além. Agora descansa em paz e eu também. (Vão Gogo – Millôr Fernandes) Basta-me um gesto, um aceno, uma só prova, - e verás minha alma, presa em teus lábios, como de amor se desfaz (Gonçalves Dias) Cabeça, triste é dizê-lo! Cabeça, que desconsolo! por fora não tem cabelo, por dentro não tem miolo! (Laurindo Ribeiro) De muita gente que existe e que julgamos ditosa, toda ventura consiste em parecer venturosa. (esta quadra, anônima, inspirou Raimundo Corrêa em O Mal Secreto?) Estes meus versos que a esmo jogo aos espaços sem fim são pedaços de mim mesmo, que eu mesmo arranco de mim. (Ferreira Gullar) Formosinha, inconsolável, entre prantos eis-me aqui: O manjar que eu possuía foi comido... eu não comi. (Sem indicação de origem ou de autor) Garota que fica ao sol em largas horas à toa, tostada fica gostosa, mas crua já é bem boa. (Vão Gogo – Millôr Fernandes) Há de, com toda certeza, casar-se a minha alma à tua, nessa capelinha acesa na alva capela da lua. (Gilka Machado) Inda agora é que cheguei, inda não saudei ninguém: Boa noite pras senhoras e pros senhores também. (Minas Gerais) Junto co’a minha viola eu ando de arretirada: ela se queixa de sol, eu de queda e de topada. (Ceará) Kágado é bicho perrengue, Mas ateima até chegar: O meu amor é constante - Inda vem a te alcançar (Não encontramos nenhuma outra iniciada com K) Levanta a saia, mulata, não deixa a saia arrastar: A renda custa dinheiro, dinheiro custa a ganhar. (Sem indicação e origem ou de autor) Mui decentes eu não acho teus vestidos minha prima: são altos demais em baixo, são baixos demais em cima! (Belmiro Braga) No meu livro de lembranças hoje só resta a saudade: Saudade das esperanças perdidas na mocidade... (Zé Trindade) Ó caso feio! Ó caso extraordinário! Caso que me entrou fundo na lembrança! Tem o vigário a cara da criança, tem a criança a cara do vigário! (Martim Francisco) Passa na estrada um camelo e um corcunda palpitante de alegria, disse ao vê-lo: - “Mas que animal elegante!” (Antônio Sales) Que cada um cumpra a sorte das mãos de Deus recebida: Pois só pode dar a Morte aquele que dá a Vida! (Olavo Bilac) Roda, roda moreninha, que eu também quero roda; roda, morena pachola, pra acabar de me matar. (Minas Gerais) Saudade – perfume triste de uma flor que não se vê. Culto que ainda persiste num crente que já não crê... (Menotti del Picchia) Teus olhos são negros, negros como as noites sem luar... São ardentes, são profundos como o negrume do mar. (Castro Alves) Urubu quando infeliz Não há pau que agasaie: Se senta no verde - seca, Se senta no seco - cai. (Piauí) Vi teus braços... que ventura! teu colo... as pernas... que gosto! Agora, tira a pintura, que eu quero ver o teu rosto. (Belmiro Braga) X (Não encontramos nenhuma com X)
Yayá, você quer morrer? Se morrer, morramos juntos. Eu quero ver como cabem Numa cova dois defuntos. (Repetimos a trova) Zombando peguei te amar,Zombando amor te tomei, Zombando tu me mataste, Zombando morto fiquei. (idem) Trova violeira Minha viola de pinho, meu instrumento real; as cordas são estrangeiras e o pinho de Portugal. (Ceará) Pesquisa: as mesmas fontes de TROVAS – 1ª parte.
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